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Vacinação em baixa pode provocar volta de doenças.Fique atento ao calendário de vacinação infantil e não esqueça de dar as doses para seu filho.

Os índices de vacinação estão em baixa no Paraná e no Bra- sil. Se em 2015 algumas co- berturas foram acima do pla- nejado, nos últimos dois anos houve queda, o que preocupa as autoridades da área. O ris- co é que doenças hoje contro- ladas, como sarampo e polio- mielite, voltem a aparecer. Segundo a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), a DTP, por exemplo, que combate difteria, tétano e coqueluche, teve uma cobertura de 101,6% em 2015, acima do estimado. O ideal, de acordo com o Mi- nistério da Saúde, é uma co- bertura de 95%. Em 2016, o índice caiu para 91,7%; no ano passado, despencou para 85%. A pneumocócica, que pre- vine pneumonias, meningi- tes, otites e sinusites, teve cobertura de 87% no ano pas- sado no estado; a cobertura da tríplice viral, que combate ca- xumba, sarampo e rubéola, foi de 86,2%. Em ambos os ca- sos, a cobertura ideal seria de 95% da população alvo. A que- da foi observada em relação a todas as formas de imuniza- ção. Em 2017, só a BCG, con- tra tuberculose, teve cobertu- ra acima da recomendada, de 93,8% (o ideal é 90%). No Brasil, os índices vêm caindo desde 2013, segundo o Ministério da Saúde. Em 2017, nove das dez vacinas destinadas a crianças com menos de 1 ano tiveram co- bertura abaixo da ideal, e 312 cidades vacinaram me- nos de 50% de suas crianças. Os especialistas ainda buscam explicações para a queda. Dois fatores são leva- dos em conta: o “sumiço” de certas doenças, que deixam as pessoas despreocupadas, e a disseminação de boatos. “A perda de percepção do risco é um dos principais fa- tores dessa queda”, avalia o médico Renato Kfouri, vice- -presidente da SBIm (Socie- dade Brasileira de Imuniza- ções). “Basta ver o sarampo: as pessoas deixam de con- viver com as doenças e dei- xam de se vacinar”. Profis- sionais de saúde não tratam mais de difteria e deixam de recomendar a vacinação de forma enfática”. Kfouri também avalia que há subnotificação. “Há uma imprecisão de dados, o Brasil vem migrando de um sistema manual para o registro eletrô- nico e nem todos os municí- pios ainda têm os sistemas”. Boatos Outro fator que pode estar por trás da queda na cober- tura é o grande número de boatos divulgados na inter- net. No Facebook, há pelo menos cinco páginas contrá- rias à vacinação. Os argu- mentos são os mesmos: as vacinas causam doenças e os médicos “escondem” essa informação. Contatados, os responsáveis por essas pági- nas não respondem. “Vemos isso com muita tristeza”, diz João Crivellaro, chefe do Centro Estadual de Epidemiologia do Paraná. “No passado a rubéola causava abortos, as pessoas morriam de sarampo, Hoje não sabe- mos mais o que é sarampo”.



quarta-feira, 11 julho 2018, 11:35

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